Num dia,naquele dia , prestes a começar o meu dia a teu lado, saberia que estarias lá , á minha espera , só para receberes um beijo meu . Estava um dia lindo , o sol brilhava e nunca tinha visto o céu tão azul ,tão limpo, o ar puro á minha volta, era o bastante para me por um sorriso na cara . E lá estavas tu, sentado naquele banco onde sempre costumas de estar todas as manhãs, e mal que me viste, sorriste tanto , não era preciso falarmos, os teus olhos me diziam , de forma muito simples : eu amo-te .
contigo era a paz, não precisava de ciúmes, não precisava de desconfiar de ti, não precisava de perguntar onde sempre andavas , porque sabia que estavas comigo. e sempre foi assim todos os dias, as horas contigo fugiam-me das mãos , contentava-me com aquilo que vivia, bastava um olhar . Ao fim do dia, caminhávamos de mão dada, já o dia escureceu , medo se alguém comentasse sobre nós ? não, nem um bocado, e quando alguém comentava, tu apertavas a minha mão, e voltavas a sorrir . Num momento a sós, sussurraste ao meu ouvido , e o batimento do coração aumentou: é para sempre, tu e eu. olhei-te no olhos, e disse em voz alta : eu amo-te, isso é que é para sempre. tu agarras a minha mão, e ficas a olhar para mim, e eu viro a cara pro lado, pediste para olhar para ti, e em seguida beijas-me .E os dias foram sempre perfeitos, tínhamos o nosso mundo, adormecia cada noite com um sorriso na cara, e o telemóvel na mão com uma mensagem tua : "Dorme bem,eu amo-te muito mesmo muito.". Até que chegou aquele dia, não sabia quando ia chegar, mas chegou no momento tão errado, tinha chorado a noite anterior porque tinha descoberto que um familiar meu morreu. E precisava de ti, da tua força , oh! precisava tanto dela , estava constantemente a ir abaixo, mas não apareceste mais naquele banco, decidi fugir daquele lugar, de tudo do que me rodeava, entretanto, ao caminhar , não sei como, fui dar a tua casa, como os meus pés controlassem tudo, e pensei que teria de estar a teu lado,só poderia melhorar contigo. Toquei á campanhia, vezes sem conta, insisti tanto , e não obtive nada. Continuei a caminhar, no caminho no qual eu não sabia, o sol já não brilhava, e veio um frio que mal me conseguia aguentar , até que me encontro noutro lugar, onde costumávamos de passar por lá para comprar uns doces, vejo a montra , estava cheia de fome, "mas não"- disse eu-" tenho que continuar á procura dele" . Até que vejo, sim eu vi com as minhas lágrimas a cair pelo meu rosto, através daquele vidro da montra, estavas do outro lado do passeio, nunca te tinha visto tão feliz , nunca esperei por uma coisa daquelas, mas sim, estavas com outra , de mão dada e a rir como eu nunca o tinha feito. Virei-me , e não notei que estava a olhar fixamente para ti/vocês , e tu vês-me , largas a mão dela e tentas correr para mim e dizes : "carla, não é o que pensas.." Eu corri, corri para longe, queria ir embora , e limitei-me a responder-te : " Deixa-me, deixa-me ! .." . Tu não foste mais atrás de mim, quando estava longe, ficaste ali como a tua vida fosse dar ao ponto em que lutavas ou simplesmente ficavas com ela . Bem, de tudo o que vivemos, de tudo o que superamos , juntos, sempre juntos.. nunca esperei que escolhesses aquilo que era banal, que era tão simples como água e sal, nunca tivemos,ambos, um amor tão assim. Mas supreendeste me naquele momento, e eu corri para longe , sentei-me no banco qualquer, com a vista para um parque , ao mesmo tempo que chorava, só pensava , e disse em voz alta, com firmeza mas tanta tristeza :" afinal, nada dura para sempre".
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