sexta-feira, 2 de abril de 2010
cada dia contigo.
Ontem saí de casa cedo , não me preocupara se o cabelo estava mal penteado , se a roupa seria a mais indicada , porque na verdade a ansiedade percorreu o meu corpo todo , deixando-me sem fala. Apressada eu estava, saberia que seria este o dia que matava as saudades que me mantinha dentro de mim . Raramente lhe vejo, sabendo que a distância nos mantém afastados , mas sempre arranjamos maneira de sobreviver , sendo assim existe a maneira de cada semana estarmos juntos, e depois aguentarmos mais o resto da semana , enervados com a lentidão do tempo.
Sentei-me naquele banco sujo , onde o sol me aquecia , esperando que chegasses . Estavas atrasado, mas não me importava , sabia que me vinhas como combináramos. Vi-te ao longe, procuras-te com o teu olhar brilhante , até que me levantei para saberes que estava ali, nossos corpo logo se ligaram. Andei como se fosse a correr, pulei para teus braços , e dei-te o maior abraço que alguma vez dei . Senti esse teu perfume novamente, a agarrar-se a mim .
Tivemos um dia inteiro juntos , sempre juntos sem nos separarmos , sempre de mão dada em qualquer lugar, em qualquer rua , não me largavas por nada neste mundo. Senti-me como uma criança segura, junto a ti , e a felicidade morava em mim.
Em alguns minutos, havia explosão de impulsos que nos fazia beijar duma forma incontrolada.
Outros minutos, encostava-me a ti , com a minha cabeça no teu tronco , sentido o teu batimento ao meu ouvido , e tu abraçavas-me com os teus longos braços e de grande força .
Mas o tempo escorreu - nos das mãos , já era a hora que ter que ir embora.
Levei-te ao autocarro, onde te levara para a tua casa do outro lado do mar , despedi-me com um olhar triste mas dando um sorriso para não te preocupares com o facto de já sentir a tua falta . A melancolia já me invadia , ver-te partir . Ver-te só daqui a alguns dias, já a pura saudade me tinha capturado. Deste-me uma lembrança tua, uma peça de vestuário que tinha o intenso cheiro teu, e eu guardei-a nos meus braços.
Apenas nossos olhos, ao longe, se cruzaram ,através do vidro do autocarro, como se dissessem : " amo-te , e vejo-te brevemente " .
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário