domingo, 1 de agosto de 2010

Deitei-me sobre a minha manta amarela muito quentinha , em pleno inverno. Aconcheguei-me dentro dela , e olhei para o tecto.
Correu-me pela minha face várias lágrimas sem nunca ter um fim. Adormeci inesperadamente, como meus olhos fechem-se numa hora determinada. Não tinha sono, mas misteriosamente senti-os pesados ao ponto de repente ir dormir.
Acordei pouco depois, e pensei logo que devo ter tido alguma fraqueza ou algo do genero por isso é que se dava a razão de adormecer a bocado.
Tirando esse aspecto, o sol estava batendo na minha cara atráves duma janela enorme sobre o quarto. Iluminava todos os cantos de escuridão, fazendo a nova morada da esperança . Meu espirito estava no estado de leveza , sentindo a pura alegria e boa-disposição de manhã.
« Que cheiro será este? » , pensei eu , levantando-me então em direcção à janela. Abri-a , e vi a mais maravilhosa paisagem, o meu acolhedor e a minha caixa de segredos, o meu único : mar.

Apreciei por momentos incontáveis , até que sendo eu como sou, baralhei-me e disse : « Será que isto é um sonho infelizmente, ou a realidade ? »  .
Procurei por esse quarto decorado duma forma em que ali morava a paz, uma pista que me indica-se algo ou uma resposta.
Vi, debaixo da cama,  um bilhete dizendo o seguinte :
" Querida ,
Lamento ter -me ido embora sem te dar o beijo , mas de verdade quero que vás daqui a nada ter comigo ao teu mar , daqui a nada. Esperarei por ti, então. Bom dia, teu querido "

Abri a porta, desci as escadas repentinamente sem pensar no que levaria vestido , e vi-te bem lá ao fundo , onde o sol estava apontando .
Corri, o mais depressa possivel, corri para os teus braços em que esperava encontrar a segurança e o amor que precisava de manhã . Estava chegando , estou perto... Mas parecia tudo no contra, em que cada vez mais corria, mais tu estavas afastado.
Comecei a chorar, querendo tanto chegar a ti , como se torna-se numa necessidade inexplicável.
Estou perto, lutarei contra isto , e estou cada vez mais perto, é agora que vou agarrar a tua mão que se estica sobre mim ...
Toquei-a com a ponta dos meus dedos! Até que ...
Acordo eu realmente , ouvindo a chuva sobre a minha verdadeira e velha janela , o quarto escuro , sentindo então a minha almofada molhada das lágrimas.
E sim, nós tinhamos acabado o nosso amor ontem à noite por causa duma discussão . Virei-me para o outro lado, sobre a manta amarela que me tapava . E finalmente, senti o sono a cair em mim.
Era tão belo , era mas nunca foi a realidade , desejei tanto um entendimento por tua parte, uma mão nas discussões, e um carinho especial ...
Na verdade mesmo, nunca foi inverno, e nunca chuveu , era o verão mais quente do ano, mas para mim tornou-se em todos os dias , o sol em chuva , o calor no frio, a realidade pelo sonho.

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