quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Acabou bem cedo do tempo que tinha começado, e realmente não me importo agora de ver isso. A verdade é que custou ler o pequeno paragrafo em que punha um ponto final em vez da vírgula, a todo aquele comportamento teu muito inesperado depois de dar tanto de mim. Inventei uma desculpa para sair , no escuro da noite, só para correr no caminho que a minha mente planeava secretamente, só para não sentir o impacto que o vento tinha nas lágrimas que escorriam e que batiam na estrada desgastada neste cidade abandonada numa hora tardia. A lâmpada daquele candeeiro piscava demasiado, logo só as luzes do carros que passava é que iluminava os cantos daquele pequeno jardim em que me agradava só de olhar de longe, parecia que me iria acolher naquelas horas, até que caminhei para lá reparando sempre se alguém estava atrás de mim, encostei-me à arvore só para adormecer um pouco e sair da realidade que abanou radicalmente. Entrei nos pensamentos sérios sobre o que aconteceu, e nada mais sei a partir daí, tornou-se vago, apesar daquela ferida estar aberta novamente, eu e o meu olhar acabou por ceder à abstracção. Por fim entrego-me aos minusculos obstaculos ou momentos que a vida me dá, não procurando por algo mas deixar que algo aconteça por si proprio. Aprendi e coloquei no meu livro da lições do destino. Por agora , caminho então e tu?
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